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“Falar típico” do bairro Gomes será registrado na história



Em 01/10/2016 - “Falar típico” do bairro Gomes será registrado na história

O jovem professor e historiador muzambinhense Jair Sobrinho cursa Licenciatura em Letras pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) e atua num projeto histórico para a comunidade do bairro rural Gomes, no município de Juruaia.

A comunidade local, com aproximadamente 1.500 moradores, tem uma cultura muito rica e um “falar próprio”. A UNIFAL, a partir do Prof. Celso Ferrarese (UNIFAL), lançou o projeto de elaboração de um dicionário de expressões idiomáticas do Sul de Minas. Foi recrutado um aluno de cada cidade da região, sendo que Jair Sobrinho foi incumbido de trabalhar com a comunidade dos Gomes através de um projeto de iniciação científica. Na sequência, surgiu o TCC (Trabalho de Conclusão do Curso), também na comunidade dos Gomes, de forma mais aprofundada buscando informações como formação, fatos históricos e levantamento linguístico. Por fim, surgiu a ideia de Mestrado pelo departamento de linguística da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

REGISTRO DA CULTURA - O trabalho pretende registrar a cultura dos moradores do bairro Gomes. A linguagem típica da população é uma grande riqueza e um patrimônio imaterial e cultural. Muitas expressões típicas da comunidade dos Gomes já estão registradas. Jair Sobrinho relata que ainda está trabalhando nos fatos históricos, pesquisando várias camadas da comunidade. Mas já identificou que a questão da religião é muito forte, com duas igrejas Assembleias de Deus. A questão política também é muito acirrada, sendo este outro fato interessante.

Neste trabalho de pesquisa, Jair Sobrinho conta que encontrou o Sr. José Carlos Prado, que é um grande historiador por excelência. Ele tem livros publicados, sendo um “apaixonado” pela história, que também se encantou com o projeto. José Carlos acompanha Jair Sobrinho neste trabalho.

O historiador relatou com entusiasmo um exemplo da linguagem típica do bairro Gomes. A expressão “tilibote”, usada no dia-a-dia da comunidade e desconhecida em outras regiões, significa “cara feia, amarrada ou ruim”.

Fonte: A Folha Regional