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Cascalheira: Prefeito de Juruaia não quer afrontar ninguém



Em 14/10/2011 - Cascalheira: Prefeito de Juruaia não quer afrontar ninguém

Em edições anteriores, a Câmara de Muzambinho questionou o uso a prefeitura de Juruaia por uso de terreno dentro município para exploração de cascalho. No dia 05/10, membros do CODEMA – Conselho Municipal de Meio Ambiente, se reuniram para discutir e votar sobre terreno de Juruaia no bairro Córrego da Onça, justamente o terreno usado por Juruaia como cascalheira.

A prefeitura de Juruaia encaminhou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Muzambinho pedido de autorização para a retirada de cascalho imediatamente e não para cumprir o termo de ajustamento de conduta. Após ouvir a opinião e voto dos conselheiros, ficou decidido por 07 votos contrários (tendo em vista a ausência de dois conselheiros) pela proibição de assinatura do licenciamento até que se cumpra o TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, com o Ministério Público. Segundo o presidente do CODEMA, Marco Antônio Ferreira, o órgão é competente para deliberação dos assuntos relacionados à legislação ambiental no município de Muzambinho.

 

OUTRO LADO – AÇÃO DENTRO DA LEGALIDADE

Nesta semana, nossa reportagem buscou esclarecimentos junto ao prefeito de Juruaia, Álvaro Mariano Júnior (PSDB). A liderança declarou que o terreno pertence a Juruaia e fica dentro do município de Muzambinho. A intenção da sua administração é explorar a retirada de cascalho na área, mas obedecendo as leis e sem causar prejuízo a ninguém. Até porque a exploração visa a manutenção das estradas rurais do próprio município de Juruaia, não existindo intenção de comercialização ou qualquer outro fim. Além disso, a cascalheira de Juruaia é explorada nos mesmos moldes da existente em Muzambinho. A licença ambiental para os dois municípios foi concedida pela mesma empresa. “Estamos no mesmo barco. Não queremos afrontar ninguém”, falou. O objetivo é adequar a extração às normas legais existentes.

O prefeito ainda esclareceu que Juruaia não conta com área, dentro do seu próprio município, para a extração de cascalho. Caso contrário, não teria adquirido a área citada. Informou também que o próprio IEF – Instituto Estadual de Florestas, declara que a exploração é irrisória e não gera danos ambientais. Assim, espera que o impasse não seja usado de forma política.

Alvinho ainda falou da conquista de mais quatro caminhões, agilizando o transporte de cascalho e promovendo melhorias para o morador da zona rural. A iniciativa é importante para a qualidade de vida da comunidade, possibilitando o tráfego de veículos dos próprios moradores, bem como facilitando o transporte escolar e pacientes da área de saúde.

Fonte: A Folha Regional